Cirurgias

Reconstrução Mamária com Retalho TRAM


O “retalho” TRAM é o método mais usado para a reconstrução mamária. Nele, utilizamos pele, gordura e músculos da região abdominal para a reconstrução. Está indicado para o reparo de mamas de tamanho médio ou grande. Esta técnica pode ser feita no momento da retirada da mama (“mastectomia”) ou tardiamente após o término da quimioterapia e /ou da radioterapia.

 

As pacientes mais aptas para este “retalho” são as que já engravidaram, pois apresentarão, em sua maioria, uma certa flacidez de pele do abdômen, o que permite levarmos a quantidade de tecido necessária para a reconstrução mamária e, ao mesmo tempo, proporcionarmos o fechamento da área doadora do abdômen com uma aparência semelhante à de uma “plástica estética”.

O tempo de internação varia de 3 a 4 dias. O retorno a atividades leves de rotina se dá por volta de 3 semanas. A grande vantagem deste método é que, além de proporcionar uma boa quantidade de tecido, não há necessidade de utilizarmos prótese de silicone e, portanto, a mama reconstruída fica com uma consistência muito próxima da mama preservada.

 

Para se ter uma compreensão da cirurgia, em primeiro lugar temos que falar um pouco da anatomia da parede abdominal: abaixo da pele do abdômen temos a camada de gordura. Abaixo da gordura, teremos a camada muscular que nos dará “firmeza” e mobilidade para a região abdominal (fig 1).

 
 
No início da cirurgia, a pele e a gordura a partir do umbigo são “recortadas” num formato parecido ao de uma boca semi-aberta (elíptico). Acima do corte superior, soltamos a pele e a gordura da camada muscular até a altura das costelas. Com isso, criaremos um “túnel”, unindo a área doadora abdominal e a área da “mastectomia” (fig 2).
 
 
O tecido recortado em formato elíptico permanecerá preso ao músculo anterior do abdômen (denominado “músculo Reto Abdominal”). Este músculo, que é por onde caminham os vasos sanguíneos responsáveis pela sobrevivência desta pele e gordura elíptica, será solto embaixo, no “pé da barriga”, permanecendo preso ao corpo apenas nas costelas (fig 3-A e 3-B ).
 
 
A seguir, todo o tecido isolado (pele e gordura com formato elíptico mais o “músculo Reto Abdominal”) é transferido para cima na área torácica onde, com pontos, montaremos uma nova mama. O abdômen será tratado para que tenha o resultado de uma “plástica estética” (fig 4).
 
 
Nos casos em que a mama preservada é muito grande ou muito caída, será necessário um segundo passo após uns 3 a 4 meses, no qual faremos a redução ou o levantamento desta mama preservada, para deixarmos ela semelhante à mama reconstruída (fig 5-A e 5-B). Nas mamas de tamanho médio, muitas vezes este segundo passo não é necessário, pois já atingiremos uma boa igualdade entre a mama reconstruída e a preservada logo na primeira cirurgia.
 
 
Em média, 2 meses após esta etapa, poderemos proceder à reconstrução do mamilo (fig 6-A).
 
 
Depois de mais 2 meses, a aréola ,e a cor do novo mamilo, poderá ser refeita por métodos de tatuagem (fig 6-B).
 
 

É importante salientar que alguns fatores de risco estão relacionados com este tipo de reconstrução. O cigarro representa um grande inconveniente pela possibilidade de mortes teciduais tanto na pele e gordura da parede abdominal, quanto na pele e gordura da mama reconstruída. A tosse que a paciente fumante desenvolve no pós-operatório causa bastante desconforto, além da possibilidade aumentada de infecções e outras complicações respiratórias. Ele deve ser totalmente eliminado pelo menos 1 mês antes da cirurgia.

 

Pacientes com “pressão alta” não tratada também apresentam complicações relacionadas à morte de tecidos. Isso também ocorre nas pacientes diabéticas com controle irregular dos seus níveis de “açúcar no sangue”. Outro problema importante é a obesidade. A partir de um certo ponto (índice de massa corpórea acima de 30 = obeso) as complicações também aparecem com mais freqüência, como a morte de tecidos e hérnias abdominais. A idade (acima dos 60 anos) e o sedentarismo também apresentam índices aumentados de problemas pós-operatórios.

 

Porém, contornadas estas alterações, os resultados são muito compensadores, tanto do ponto de vista do abdômen, quanto da mama reconstruída e sua simetria com a mama preservada.










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